É na boca que tenho o coração
quando falo bobices pra te ver ver sorrir,
sorrateiramente esperando encontrar a tua.
É nos olhos que tenho o coração
quando observo, à meia luz, você nu,
completamente despido de qualquer máscara.
É nas mãos que tenho o coração
quando sinto teu corpo, contorno, pele e osso,
displicente deitado ao meu lado.
É nos ouvidos que tenho o coração
no momento em que escorrem as lágrimas,
atentos à doce música de suas palavras.
É no teu cheiro que tenho o coração,
suor de vontades e desejos intensos que
ardentemente junto a mim flui.
Na verdade é em ti que permanece meu coração.
Extensão do corpo meu enquanto presente.
Inteiramente.
(D. Galvani)
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